sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Coordenador Pedagógico ou Coordenador de RH ! - certamente a ministração desta palestra será muito elogiada na sua empresa ou escola.

Veja a última avaliação de 300 colaboradores da UBV -União Brasileira de Vidros :



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pequeno investimento - Grande repercussão !

EMPRESAS - Neste momento uma parte dos seus colaboradores esta fazendo uso abusivo de álcool durante os fins de semana. Algumas destas pessoas poderão ter maiores problemas a médio e longo prazos. E estes problemas podem também se tornar problemas para a empresa. Palestras que ficam apresentando os diferentes tipos de drogas de forma técnica e cansativa já estão ultrapassadas. Precisamos prevenir seus colaboradores de futuros problemas conversando sobre aquilo que faz parte da realidade de vida deles. A minha conversa com os seus colaboradores é sobre os hábitos do fim de semana quando muitas vezes o álcool esta presente. Conversaremos sobre a cervejinha nas festas e aniversários, sobre futebol e happy hour. Seus colaboradores ficarão perplexos com detalhes da trajetória da minha vida e entenderão de que forma hábitos inocentes podem virar uma bola de neve até podendo se tornar um fundo de poço.Todos poderão conhecer uma série de armadilhas embutidas no convívio social que temos com a família e amigos e de que forma isto pode ter consequências ao longo da semana e no ambiente de trabalho.Sem gráficos! Sem números e pesquisas ! Vamos na base do diálogo e deixando que seu grupo expresse aquilo que pensa.

ESCOLAS - Cada caso de envolvimento de alunos com drogas que a escola toma conhecimento, representa outros casos que ainda não foram confirmados.  Muitos jovens se envolvem de bobeira e uma palestra bem direcionada pode torná-los mais cuidadosos.  Não apresento gráficos, pesquisas e números. Não tento amedrontar os jovens porque este tipo de conversa não cola mais. Vamos conversar sobre o primeiro gole e o primeiro cigarrinho utilizando uma linguagem de quem fala de dentro do grupo. Eu cresci em família de  classe média cercado de cuidados. Quem me ofereceu o primeiro "baseado" foi meu melhor amigo. As primeiras vezes que eu bebi foi com minha turma. Os jovens estão cansados de ver os próprios pais se embebedarem com amigos no fim de semana e irem trabalhar na segunda-feira.Não dá mais para dizer que as drogas fazem mal, que viciam e pronto.Os adolescentes são bombardeados pelas propagandas de cerveja e pela sensualidade dos bailes funk e raves. Para completar, os jovens que já experimentaram cigarro, cerveja e maconha fazem uma tremenda propaganda de suas experiências tentando trazer seus melhores amigos para junto desta aventura arriscada. Precisamos deixá-los falar o que pensam e com estratégia vamos desconstruindo mitos que eles criam.

PAIS - Aqueles que tem filhos adolescentes se sentem inseguros e preocupados com relação ao problema das drogas. É possível protegermos nossos filhos de uma forma que eles sejam efetivamente treinados a se posicionar com relação ao grupo e aprender a dizer não. Forme um grupo de pais no condomínio em que você mora e chame os pais dos amigos dos seus filhos. Através de uma reunião mensal podemos aprender a nos posicionar, a abordar o problema e a conquistarmos uma tranquilidade de que fizemos a nossa parte.Também mensalmente eu irei me encontrar com os filhos adolescentes e abriremos um espaço de livre discussão sobre o tema. Todos serão encorajados a contarem suas experiências e situações que viveram ao longo do mês. Com estratégia seus filhos perceberão que passar pela adolescência sem cigarro, sem cerveja e sem maconha é um bom  negócio. E assim conseguimos formar um grupo de jovens responsáveis que não vai na onda dos outros.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Proposta de prevenção das drogas e do álcool para Condomínios.

Com pouco investimento, muito pode ser feito para orientar os pais e proteger os adolescentes.

Os jovens se sentem estimulados a experimentarem as drogas dentro dos condomínios porque não estão nas 
ruas e sabem que será mais difícil serem pegos.

O programa inclui 3 reuniões :

REUNIÃO Nº 1 – Com pais e jovens com mais de 12 anos.

Nesta primeira reunião eu vou dar meu depoimento de vida. Uma história intrigante que causa uma reflexão 
geral sobre comportamentos e valores. As pessoas ficam de certa forma chocadas e não conseguem
esquecer o que foi dito com facilidade.

Nesta primeira reunião todos serão conscientizados da importância de participarem das demais reuniões. Os
pais conhecerão meu trabalho e se sentirão mais confiantes em deixarem seus filhos comigo sem a sua 
presença.

REUNIÃO Nº 2 – Somente com os pais

Nesta reunião será oferecido um treinamento para que os pais saibam como falar sobre o assunto, 
aprendam a avaliar se seus filhos estão tendo comportamentos de risco e entendam como agir em caso de 
suspeita sem piorarem o problema.

Não se trata somente de uma palestra. Todos poderão falar e a experiência, dúvidas e questionamentos de 
uns servirão para a conscientização geral do grupo.

REUNIÃO Nº3 – Somente com jovens entre 12 e 18 anos.

Esta reunião não é opcional para os jovens. Os pais devem fazê-los entender, cada um da sua forma, que 
eles devem participar da mesma forma que eles têm o dever de ir para a escola.

Nenhum familiar poderá estar presente nesta reunião, somente os jovens.

Os jovens gostam muito desta reunião porque percebem que podem contar tudo o que veem, o que 
pensam, e podem perguntar o que quiserem.

É justamente esta liberdade que nós damos a eles que faz com que se conscientizem e passem a ter uma 
atitude diferente.

Na reunião não falo sobre os tipos de drogas. Conversamos sobre o grupo, sobre as baladas, discutimos o 
que é lazer saudável e o que a mídia, a cultura e a sociedade escondem de nós sobre o álcool e sobre a 
maconha. 

QUEM PODE CRITICAR O GOVERNO SOBRE O PROBLEMA DAS DROGAS?



Criticar o governo é fácil, mas a iniciativa privada trata do problema com desleixo, irresponsabilidade e ganância!
Está difícil encontrar uma instituição de ensino disposta a oferecer um programa de prevenção aos seus alunos. Da mesma forma, que é complicado encontrar centros de tratamento que priorizem a recuperação dos dependentes químicos ao invés de ganhar mais dinheiro.
Infelizmente, as escolas contratam minhas palestras sobre drogas uma vez ao ano, somente para poder dizer aos pais que já cuidaram do problema. Estou tentando mostrar aos diretores de escolas que palestras esporádicas não são suficientes para proteger os jovens. Mas não tem jeito! Aceitar e reconhecer que muitos de seus alunos podem estar envolvidos não é bom para a imagem da escola. Recentemente, ao terminar mais uma palestra, uma série de alunos adolescentes me procuraram espontaneamente para contar seu envolvimento com cigarro, álcool e maconha. A direção da escola tomou conhecimento deste fato. Sugeri coordenarmos um encontro com os pais dos alunos e abrirmos um espaço para os próprios alunos falarem abertamente. A direção explicou não ter interesse, pois, “levantar esta poeira não seria bom para uma instituição de ponta”. E TODAS as escolas são assim! Quando surge um caso de envolvimento de seus alunos fora da escola, eles ignoram o fato. E se o envolvimento ocorrer dentro da escola, procuram rapidamente resolver o inconveniente de forma que o problema não se espalhe e não preocupe outros pais.
As faculdades particulares não têm nenhum interesse em acabar com o consumo de álcool que centenas de seus alunos fazem nas dezenas de bares que ficam ao redor, apesar dos mesmos entrarem alcoolizados para dentro da instituição. Isto significaria perder clientes, pois muitos alunos não aceitariam, e talvez não conseguiriam obter o diploma se realmente tivessem que estudar e frequentar todas as aulas.
Tenho feito muitos contatos com profissionais e proprietários de comunidades terapêuticas e centros de recuperação. O que encontro cada vez mais são empresas comerciais explorando famílias desesperadas, oferecendo soluções mirabolantes através de seus sites com fotos da piscina e com facilidades de pagamentos em prestações parceladas no cartão de crédito. Muitas famílias estão vendendo o carro ou penhorando a casa acreditando na promessa de recuperação para seus filhos. Quando ofereço uma proposta de parceria que envolve uma série de cuidados para os pacientes internados e para suas famílias, eles me oferecem a oportunidade de captar internações para ganhar comissão. Lembro-me dos tempos em que passei por 25 internações e as clínicas tratavam minha mãe como um cliente que sempre voltava. Todas as vezes que eu recaía, nunca era responsabilidade da clínica e sim porque eu que não estava pronto.
Existe uma quantidade enorme de sites divulgando ter 10 ou 20 unidades de tratamento espalhadas pelo Brasil. Na verdade são atravessadores, que estão revendendo tratamentos em clínicas que muitas vezes nem sequer visitaram. As famílias ligam e pensam estar falando com uma clínica e não estão.
Para finalizar, até quando vamos continuar permitindo que nossos filhos adolescentes se iludam com as propagandas de cerveja?
Os comerciais mostram um monte de jovens bonitos e bem cuidados se divertindo muito e com responsabilidade. Não é isto que acontece quando dezenas de jovens bebem em festas e bares. Na propaganda não tem ninguém vomitando, mexendo com a mulher do outro e não tem briga. Não aparece ninguém caído no chão e não aparece ninguém experimentando as drogas depois de alcoolizado. Na propaganda todos bebem na medida certa, param no momento devido e chegam em suas casas direitinho, sem dirigir alcoolizados. Não é assim que acontece na vida real! Para completar os “gênios” da propaganda mostram uma série de brincadeiras e falcatruas que uns podem fazer com os outros enquanto bebem, sem serem pegos. Que tipo de mensagem é esta que estamos passando para os nossos adolescentes que são facilmente influenciados por tudo que veem? Ah! A propaganda não foi feita para os adolescentes? É somente para maiores de 18 anos? Então por que ela passa nos intervalos dos programas que os adolescentes assistem?
Meu nome é Fabian Nacer. Fui dependente de cocaína e crack por quase 20 anos e morei nas ruas da Cracolândia por 6 anos. Estou pedindo ajuda para encontrar instituições de ensino que estejam mais preocupadas com a vida dos adolescentes do que com sua imagem. Procuro formar parcerias que queiram oferecer tratamento responsável e competente para famílias que não podem pagar.